Não deixe Jesus do Lado de Fora

Não deixe Jesus do Lado de Fora

Há nos dias atuais uma infinidade de cristãos vivendo uma vida desleixada sem compromisso com Jesus Cristo. Desse modo, tem se alastrado no meio protestante uma corrente cultural, religiosa, bastante contraditória com a escritura sagrada, uma vez que se tem entendido que pelo simples fato de se pertencer a uma igreja, ou a um rol da nobreza gospel, isto seria um sinal da benção de Deus sobre a vida dessas pessoas.

À vista disso, a igreja de Laodicéia relatada no livro do Apocalipse se encontrava nessa perspectiva, mas, entretanto todavia, Deus envia uma palavra de exortação aquela congregação, por intermédio do apóstolo João conclamando que aquele povo voltasse a pratica do verdadeiro evangelho, deixando assim, Jesus entrar em suas vidas: “Eis que estou a porta, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, com ele cearei, e ele, comigo” (APOCALIPSE 3:20).

Neste artigo venho apresentar três motivos pelos qual Jesus estava do lado de fora, pedindo para entrar na vida dos crentes de Laodicéia.

O crente morno

A igreja de Laodicéia era recheada de cristãos mornos, o que pessoalmente traduzo para os dias atuais como simples adeptos ao movimento protestante. Os adeptos ao longo de décadas têm se multiplicado mais do que os convertidos a Cristo, ou seja, pessoas que gostam do ritmo musical gospel ou palestras que abordam temas de prosperidade material, mas negam obedecer aos mandamentos escritos por convicções pessoais, ideológicas ou culturais: “Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1JOÃO 2:4).

Esse movimento de adeptos no período da igreja de Laodicéia ocorreu, o que gerou em Deus um sentimento de repulsa e desgosto a respeito de muitos que congregavam ali: “Conheço tuas obras, que nem és frio e quente. Quem dera fosse frio ou quente. Assim, porque, és morno, e não és frio e nem quente, te vomitarei da minha boca” (APOCALIPSE 3:15-16).

O crente morno ou adepto ao movimento, como pessoalmente denomino, tem por característica não ter uma aliança de compromisso com o Senhor. A relação dos adeptos com a divindade e estritamente interesseira, de modo que a única vontade é conseguir de Deus a solução dos seus infortúnios. Um bom exemplo de adeptos ao evangelho são as autoridades políticas, uma vez que no período das eleições procuram pastores para receber orações e fazem promessas que incluem a preservação dos direitos da igreja e dos costumes ensinados por Jesus, isto única é exclusivamente para conseguir votos. Algumas autoridades chegam a subir em altares e dizer “Feliz a nação cuja Deus é o Senhor”, contudo servem a deuses de barro e pedra além de muitos estarem envolvidos com ocultismo, mas infelizmente para essa classe de pessoas vale tudo para se manter no poder.

O protestante morno tem geralmente padrão algumas particularidades como: não pontualidade em cultos, conhecidos por não cumprir os compromissos firmados diante de Deus e da igreja, além de serem inconstantes na fé, não leitores da bíblia, levados por qualquer vento de doutrina teológica e ideológica. Os “cristãos” mornos têm por diadema sobre eles o mundanismo, são aquelas pessoas que fazem correntes “sete terças feiras da vitoria”, mas em fevereiro desfilam em escolas de samba e participam das festas de carnaval. Em vista disso, para manter esse tipo de conduta estando inserido no movimento protestante, esse tipo de crente utiliza a famosa desculpa conhecida como “nada a ver”.  É bem verdade que para os deleites da carne eles são vorazes e mestres, entretanto todavia,  para oração, Jejum e leitura bíblica são amebas transvestidas de uma religiosidade que mata e leva a condenação eterna.

Não depender de Deus

A igreja de Laodicéia era uma congregação rica, as suas finanças estavam em dia, aliás, pelo relato bíblico sobrava prosperidade naquele local, entretanto todavia, isto fez com que as pessoas daquela congregação parassem de depender de Deus. “Porque dizes: Sou rico, eu estou enriquecido e de nada tenho falta.”(APOCALIPSE 3:16).

Quero deixar bem claro ao amado leitor, que não estou afirmando que a congregação não possa ser prospera e nem que o dinheiro é do diabo, estou somente abordando que a igreja de Laodicéia passou a confiar no seu poder aquisitivo e isto, todavia, acarretou a sua ruína. Portanto, a lição que o cristão deve retirar da igreja de Laodicéia é que se Deus conceder riquezas ao homem, ele deve continuar a depender e confiar somente naquele que é dono de todas as coisas inclusive do ouro e da prata.

Deus abomina a vanglória humana, a sua criação quando começa a maquinar em seu inconstante coração a autossuficiência, isto, todavia, enfurece o Senhor, uma vez que o homem foi criado para ser dependente da sua misericórdia:

“Não digas no teu coração: a minha força e o vigor do meu braço adquiriram-me todos esses bens. Antes, te lembrarás do Senhor, teu, Deus, porque é ele o que te da força para adquirires poder, para confirmar sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.” (DEUTERONÔMIO 8:17-18).

Quando observo a vida de Jesus relatada nos quatro evangelhos fica evidente que Ele próprio era dependente de seu Pai celestial, uma vez que era o Pai quem dava as ovelhas e o poder para efetuar milagres (JOÃO 6:44). A bíblia relata que o cristão deve ser igual a Cristo, portanto, o homem precisa ser completamente dependente de Deus. A ruína de empresários, médicos, doutores ou ministros do evangelho acontece quando a dependência de Deus diminui ou é anulada.

Ouvir e agir

A igreja de Laodicéia não ouvia o Senhor, isto provavelmente ocorreu pela falta de oração e busca de sua presença. Se o cristão não tiver um tempo diário da sua vida separado para ouvir a voz do seu criador, Jesus sempre estará do lado de fora, chamando com toques nas portas do coração do homem: “Eis que bato a porta e bato, se alguém ouvir minha voz […]”(APOCALIPSE 3:20).

Faltava também aos crentes de Laodicéia a ação, uma vez que, Deus nos capacita a abrir o nosso coração para recebe ló, mas quem é responsável por agir é o homem. A título de exemplo, a salvação foi liberada através de Jesus, contudo quem deve crer é o homem. À vista disso, Deus não pode crer pela sua criatura, o homem deve assumir a autorresponsabilidade de decidir ter uma vida nova nos preceitos de Jesus Cristo. “[…] Abri a porta […]” (APOCALIPSE 3:20).

Conclusão

Desse modo, a igreja de Laodicéia estava afastada dos caminhos de Jesus porque não ouvia sua voz, tinha um relacionamento morno ou raso com Deus e se considerava devido ao poder aquisitivo autossuficiente.

A Congregação de Laodicéia recebeu a porção do amor de Jesus, uma vez que na carta escrita no livro do Apocalipse fica notório o anseio de Deus em salvar os perdidos que ali estavam, dar vida aos mortos espirituais e aquecer aqueles que estavam mornos. Assim acontece nos dias de hoje, há um grito vindo dos céus ao homem, “desperta tu que dormes o fim está próximo o arrebatamento da igreja está logo ali e ainda existem milhares de pessoas que encontram-se somente ouvindo Deus batendo a porta”. Jesus é fogo abrasador, ele não deseja ver nenhum crente morno, mas sim avivado cheio da presença do Espírito, com o coração aberto a ouvir as suas diretrizes.

 

Bibliografia

FINIS J. Dake, Thiago Ferreira couto de freitas .notas traduzidas da dake´s annotaded reference bible finis jennings Dake. Célia Regina, chazanas clavello.Bíblia Dake.Rio De Janeiro. Atos ,2013

HENRY,MATTHEW. Elen canto.Elias silva. Bíblia de estudo Matthew Henry.Taquara Rio de Janeiro. Central Gospel, 2014.

DAVID H, STERN. Rogério Portella.Celso Eronides Fernandes.Bíblia Judaica completa .São Paulo. Vida, 2010

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Comments

  1. muito obrigado pela informação

  2. sempre que dá dou um pulo nesta página deus abençõe e continue o belissimo serviço-hob deus abençõe a cada dia e parabéns.

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