Palavra da pastora

A Psicopatia Religiosa

Exemple

A Psicopatia Religiosa

Falar de psicopatia toca muito em meu coração. Entender essas vertentes dolorosas dentro do corpo de Cristo desde minha conversão até o dia de hoje, me faz compreender que somos meros aprendizes nas mãos do nosso Senhor Jesus.
Entrar em uma igreja Cristã é fantástico, mas tão fantástico por que? Porque podemos nos relacionar com pessoas totalmente diferentes da qual nos relacionamos fora dos templos Cristãos. Mas diferentes como? Fora dos templos Cristãos passamos pela dor da competição, humilhação, calúnia, mentiras, covardias, difamações, que nos amargam de tal forma que almejamos encontrar um lugar ou pessoas que não tivessem este perfil tão sórdido para não nos tornarmos tão sozinhos, solitários, rejeitados e depressivos. Encontrar uma igreja Cristã, é encher nosso coração de perspectivas e expectativas maravilhosas, estufamos o peito e dizemos: “Encontrei um lugar de paz, onde não existem pessoas más”.

Quanta ilusão. Realmente, era para ser assim. A igreja de Cristo é para ser assim, imaculada, onde não chamamos mais as pessoas de amigos, mas sim de irmãos. Quanta intimidade nos é oferecido quando dizemos: “Irmãos”. Mas de fato não é bem assim.

Convido você a discutir este pequeno artigo que escrevo embasado em um dos inúmeros livros que já li sobre um tema que deveria ser uns dos primórdios da base da fé Cristã. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).

Apresento não um livro Cristão, mas do gênero Psiquiatria/Psicologia que me ajudou sobreviver nos recônditos dos templos da Igreja de Cristo. O livro base para este artigo e toda sua discursiva, chama-se: “Mentes Perigosas – O Psicopata Mora ao Lado”, da autora Ana Beatriz Barbosa Silva, editora Fontamar. Observe bem como a Doutora Ana Beatriz Barbosa Silva relata a aparência e personalidade desses vilões mascarados de santos e compassivos:
“A idéia de escrever sobre psicopatas surgiu em razão do momento violento, desumano e marcado por escândalos que nos abatem, mas também serve como um alerta aos desprevenidos quanto à ação destruidora desses indivíduos. Devo admitir minha ousadia, mas não pude resistir às inúmeras solicitações dos meus leitores, pacientes, conhecidos e amigos.
Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco!
Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem! Seus talentos teatrais e seu poder de convencimento são tão impressionantes que chegam a usar as pessoas com a única intenção de atingir seus sórdidos objetivos. Tudo isso sem qualquer aviso prévio, em grande estilo, doa a quem doer.
Mas quem são essas criaturas tão nocivas? São pessoas loucas ou perturbadas? O que fazem, o que sentem? Como e onde vivem? Todos são assassinos?
Este livro discorre sobre pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas, imorais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, culpa ou remorso. Esses “predadores sociais” com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria das pessoas: aquelas a quem chamaríamos de “pessoas do bem””. (Silva, Ana Beatriz. Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado. Rio de Janeiro: Fontamar, 2008.).
Realmente é imperceptível qualquer projeto de ação dessas pessoas. Facilmente nos relacionamos com pessoas de boa índole dentro dos templos Cristãos, e depois somos decepcionamos por tamanha crueldade. Vi muitos pastores amigos abrir portas ministeriais, departamentos de sua igreja e depositarem um alto grau de confiança nesses meros amigos que agora são irmãos e se machucarem profundamente com essas sórdidas manipulações teatrais e convincentes que tem um único objetivo: destruir o emocional e a reputação daquele em que grandemente confiou. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).
Vi amigos desistirem de seus ministérios com o emocional tão machucado, que não tem quem os curem a não ser o próprio Jesus. Esses psicopatas religiosos, que assim os apresento, não ganham nada em troca por essas atitudes desprovidas de consciência. Ganham o sentimento de orgulho e mérito por destruir o emocional de alguém. Não passam apenas de psicopatas sociais, e hoje os apresento como psicopatas religiosos. São egoístas, invejosos, sórdidos e inescrupulosos. Infiltram nas redes sociais, perseguem com mensagens manipuladoras e destrutivas, lideram grupos de pessoas psico-afetivas que facilmente são manipuladas por suas fantasias e alucinação irreais. Usam essas das fraquezas emocionais dessas pessoas facilmente manipuláveis, para compor e assegurar a covardia de suas psicoses. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).
No dia 30 de setembro de 2015 tive o privilégio de pedir conselho e apoio orientacional para dois grandes professores que me elevam no quesito intelectual. Dr. Anthony Portigliatti, reitor da Flórida Christian University e o Bispo Dr. Ciro Otavio. Estávamos na mesa de jantar, em Orlando FL, quando propus o apoio para esta tese argumentativa sobre psicose religiosa. Disse: “Doutor Tony existe tantas psicoses relacionadas na psicologia e psiquiatria, acredito doutor, que existe um outro nível de psicose social, que denomino de psicose religiosa, e ali mesmo relatei a proposta da discursiva”. Fui surpreendida quando este reitor me indicou o mesmo livro que hoje lhes apresento com uma das bases para esta discursiva. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).
Esses vilões religiosos implantam uma postura altruísta e exemplar religiosa, disposto a perseguir sem escrúpulo ou sem nenhum nível moral, por um ideal fiel religioso, que só existe em suas mentes doentias e psicóticas. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).

A igreja perseguida não está somente no Oriente Médio, mas em todo o mundo, dentro de nossos templos. A diferença está no grau psicótico, porque a psicose se acentua de leve, moderada, grave a gravíssima. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).
Muitos dessas pessoas machucadas por estes meros psico religiosos sentem-se culpadas e desqualificadas, principalmente se forem líderes religiosos, sempre se argumentando onde que erraram. Buscam maneiras bíblicas doutrinarias para que transformem essas pessoas sórdidas em bons amigos. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015). Veja o que a autora do livro diz:
“Aqui não me proponho, sob qualquer hipótese, a oferecer ajuda terapêutica aos indivíduos com esse perfil. Ao contrário, o meu objetivo é informar o público em geral, para que fique de olhos e ouvidos bem abertos, despertos e prevenidos. Suas vítimas prediletas são as pessoas mais sensíveis, mais puras de alma e de coração…” (Silva, Ana Beatriz. Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado. Rio de Janeiro: Fontamar, 2008).
Qualquer ajuda física de nossa parte é vã. Claro que não descartamos o Espírito Santo e o poder de Deus. Nós Cristãos, amantes de Cristo, ficamos remoendo em pensamentos em como pessoas tão puras e inteligentes se tornam tão maquiavélicas? É inaceitável tamanha mudança e desvio de pensamento. Facilmente ouço esta frase, entre irmãos e líderes religiosos: “Eu nunca imaginei isto desta pessoa”. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).
Eles vivem entre nós, parecem fisicamente conosco, mas são desprovidos deste sentido tão especial: a consciência. Muitos seres humanos são destituídos desse senso de responsabilidade ética que deveria ser a base essencial de nossas relações emocionais com os outros. Sei que é difícil de acreditar, mas algumas pessoas nunca experimentaram ou jamais experimentarão a inquietude mental ou o menor sentimento de culpa ou remorso por desapontar, magoar, enganar ou até mesmo tirar a vida de alguém.
Admitir que existem criaturas com essa natureza é quase uma rendição ao fato de que o “mal” habita entre nós, lado a lado, cara a cara. Para as pessoas que acreditam no amor e na compaixão como regras essenciais entre as relações humanas, aceitar essa possibilidade é, sem dúvida, bastante perturbador. No entanto, esses indivíduos verdadeiramente maléficos e ardilosos utilizam “disfarces” tão perfeitos que acreditamos piamente que são seres humanos como nós. Eles são verdadeiros atores da vida real, que mentem com a maior tranquilidade, como se estivessem contando a verdade mais cristalina. E, assim, conseguem deixar seus instintos maquiavélicos absolutamente imperceptíveis aos nossos olhos e sentidos, a ponto de não percebermos a diferença entre aqueles que têm consciência e aqueles que são desprovidos desse nobre atributo.
“Por esse motivo, é natural que você esteja agora se perguntando, de forma íntima e angustiada, se as pessoas com as quais convive ou que fazem parte do seu mundo são dotadas de consciência ou não. Por isso, neste exato momento proponho um passeio virtual (mental). Pare e pense nos seus vizinhos; nos jovens nas escolas; nos trabalhadores da sua rua; nos profissionais de várias áreas; nos amigos dos seus amigos; nas mães que zelam pelos seus filhos; nos líderes religiosos e nos políticos de sua nação. Pare e pense agora nos seus familiares, no seu chefe, no seu subordinado. Será que todos, sem exceção, são dotados de consciência? ” (Silva, Ana Beatriz. Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado. Rio de Janeiro: Fontamar, 2008).
“Os psicopatas são indivíduos que podem ser encontrados em qualquer raça, cultura, sociedade, credo, sexualidade ou nível financeiro. Estão infiltrados em todos os meios sociais e profissionais, camuflados de executivos bem-sucedidos, líderes religiosos, trabalhadores, “pais e mães de família”, políticos etc. Certamente, cada um de nós conhece ou conhecera algumas dessas pessoas durante a sua existência. Muitos já foram manipulados por elas, alguns vivem forçosamente com elas e outros tentam reparar os danos materiais e psicológicos por elas causados”. (Silva, Ana Beatriz. Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado. Rio de Janeiro: Fontamar, 2008).
“Os psicopatas são os vampiros da vida real. Não é exatamente o nosso sangue que eles sugam, mas sim nossa energia emocional. Podemos considerá-los autênticas criaturas das trevas. Possuem um extraordinário poder de nos importunar e de nos hipnotizar com o objetivo maquiavélico de anestesiar nosso poder de julgamento e nossa racionalidade. Com histórias imaginárias e falsas promessas nos fazem sucumbir ao seu jogo e, totalmente entregues à sorte, perdemos nossos bens materiais ou somos dominados mental e psicologicamente”. (Silva, Ana Beatriz. Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado. Rio de Janeiro: Fontamar, 2008.)
“O mais surpreendente é que, a princípio, os psicopatas aparentam ser melhores que as pessoas comuns. Mostram-se tão inteligentes, talentosos e até encantadores como o próprio conde romeno que o cinema imortalizou como o Conde Drácula. Inicialmente nos despertam confiança, simpatia e acabamos por esperar mais deles do que das outras pessoas. Ilusórias expectativas! Esperamos, mas não recebemos nada positivo e, no fim das contas, amargamos sérios prejuízos em diversos setores das nossas vidas. Sem nos darmos conta, acabamos por convidá-los a entrar em nossas vidas e quase sempre só percebemos o erro e o tamanho do engodo quando eles desaparecem inesperadamente, deixando-nos exaustos, adoecidos, com uma enorme dor de cabeça, a carteira vazia, o coração destroçado e, nos piores casos, vidas perdidas. Para os psicopatas, essa sucessão de fatos irresponsáveis é absolutamente “normal””. (Silva, Ana Beatriz. Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado. Rio de Janeiro: Fontamar, 2008).
“Apesar de todo o estrago, muitas pessoas vitimadas por eles ainda se perguntam e exclamam: “Será que o erro foi meu ou foi dele?”, “Onde foi que eu errei para que aquela pessoa que era tão boa e fascinante se transformasse num monstro sem escrúpulos?”. “Meu Deus, a culpa disso tudo é minha?!”” (Silva, Ana Beatriz. Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado. Rio de Janeiro: Fontamar, 2008).

O psico religioso se aflora, a partir do momento que seus traços psicóticos são descobertos. Eles detestam que suas mentiras e manipulações sejam descobertos. Ele precisa ter um caráter e aparência polida e irrepreensível. Eles não suportam serem desmentidos ou entregues. Quando suas mentiras e manipulações doentias são descobertas, eles atacam, trapaceiam, influenciam pessoas psico afetivas emocionais, para desnivelar e destruir o caráter daquele que pode entregar suas mazelas psicológicas, e este ataque geralmente é para o líder religioso. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).
Geralmente estes indultos psicopáticos dentro dos templos da igreja cristã, são de grau leve, e raríssimas vezes a moderado. Sendo que os problemas de conduta psicossomáticas causa apenas danos emocionais e de ímpeto moral, para algumas pessoas. O ideal defendido em suas mentes doentias, é de nível exagerado e contraditório com a conduta apresentada. Defendo a tese que não há diferença de traço psicótico distorcido quando comparamos um psicopata matar alguém por amor exagerado, de quando matam emocionalmente, perseguem e destroem carreiras ministeriais por um amor exagerado irreal a um evangelho sórdido que só é representado em suas mentes doentias. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).
Não descarto a possibilidade da cura em Jesus Cristo. Todos nós temos a oportunidade da transformação através do evangelho de Jesus. (Terra Pinto, Karine. Artigo Psicopatia: Psicose Religiosa. 2015).
No próximo artigo falaremos mais.
Que Jesus nos livre do mal, amém.

Fale com a Pastora Karine Terra Pinto: pastorakarine@ibf.org.br

Comentários

3 Comentários

  • Marcos Hilario

    Oi Pastora Karine, sou aluno de direito e algumas aulas anteriores falei com minha professora de psicologia exatamente esse tema que a senhora citou acima, e muito difícil na nossa sociedade de hoje viver assim manipulados por psicopatas, muitos deles vivem tao perto que nem sabemos e quando sabemos já e tarde de mais, somo levados ao erro sem perceber, fico alegre por me ajudar a ver que tem pessoas que nos influenciam de maneiras tao cruéis, esse seu artigo me ajudo a observar mais e reparar nos psicopatas que tem em nosso redor, e saber que Jesus pode curá-los.
    Obrigado Deus te abençoe!

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  • Lucila Leite

    Arrasou!!! A parte mais importante: o psicótico não gosta de ser descoberto!!! Mas Jesus por sua infinita misericórdia nos mostra o oculto e escondido! ????????????

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  • CARLA JANIELLE PAIVA DO NASCIMENTO NASCIMENTO

    olá Pastora Karine, excelente o artigo. Estive apresentando seminário na faculdade sobre esse tema e recorri como base bibliografica ao livro da referida autora citada por você, confesso que fiquei impactada com a realidade trazida sobre a psicopatia, e o fato de que seja de forma leve, moderada, grave ou gravíssima. eles estão em todos os lugares (moram ao lado) isso é assustador! O assunto em sala de aula formentou um rico debate principalmente por que trouxemos pesquisas que associam o alto índice de reincidência criminal no Brasil a realidade da psicopatia, esse ainda é um tema pouco discutido entre os estudantes, pesquisadores, aplicadores do Direito, lamentável. Principalmente porque devido ao seu “distúrbio especifico de personalidade” o psicopata não consegue absorver a triade do prevenir, punir e ressocializar, não aprende com a sanção. Achei brilhante sua motivação em escrever sobre o tema porque de fato é algo que deve ser discutido, as pessoas precisam estar bem informadas, e confesso que fiquei maravilhada com a ressalva feita por você a religião, a autora Ana Beatriz traz que eles estão em todos os lugares, inclusive em posição de liderança, de governo, e a minha imaginação foi a todos os lugares, porém bloqueou a igreja, afinal é um lugar que não queremos encontrar a maldade, a manipulação, a falsidade, o egoismo, mas infelizmente, ainda que em seus diferentes níveis o fato é que eles estão em toda parte, inclusive dentro da IGREJA! Isso é um despertar, obrigada por compartilhar conosco.

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